Geraldo Alckmin relembra perda de Mário Covas há 20 anos

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) reviveu no domingo (16) o luto de perder Bruno Covas e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de assumir o comando do estado. Em 2001, assim como ocorre agora com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o tucano passou de vice a titular também por causa de um câncer.

Mas, se há semelhanças nas trajetórias de Alckmin e Nunes, há diferenças significativas. O tucano cita talvez a principal:

– Fui seis anos copiloto de Mário Covas – outra diz respeito à formação “chapa pura” do governo.

Ambos eram do PSDB, ou seja, o poder não mudou de partido. Além disso, Alckmin já havia sido prefeito e deputado.

Um dos poucos participantes da missa de corpo presente celebrada na sede da Prefeitura, Alckmin também se recordou da fé que envolveu a doença de Mário Covas e também do neto.

– Estive com Bruno há poucas semanas. Assim como o avô, nunca o vi reclamando da doença, do sofrimento. Muito impressionante pra mim essa resignação que os dois tiveram diante dos desígnios de Deus.

O ex-governador ainda conta que a missa foi celebrada pelo mesmo sacerdote que acompanhou a família durante a doença de Mário Covas: o padre espanhol Rosalvino Morán Viñayo, um dos responsáveis pela Obra Social Dom Bosco, na zona leste.

– Ele chegou a caminhar até Aparecida do Norte para pedir pela saúde de Mário Covas. É muito próximo de todos, dá conforto. Bruno mostrou que era um homem de fé, não merecia isso.

Para Alckmin, o legado público de Bruno foi a coragem, a determinação em enfrentar a doença sem nunca se deixar desanimar e a transparência.

– Desde o primeiro momento, ele [Bruno] informou a população não só sobre a doença, mas sobre toda a sua evolução – afirma.

Alckmin também elogiou a proximidade de Bruno com o filho.

– Ficou certamente para o Tomás o exemplo de bom pai. Sabe que um dia o visitei na Prefeitura, e ele [Bruno] fez questão de abrir a porta da sala ao lado para me mostrar Tomás, que estava ali, ao lado, estudando. Eles eram grudados, amigos mesmo, uma relação muito forte – diz o tucano.

*Estadão

Redação Sisep

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